quarta-feira, 30 de junho de 2010

VICE DO SERRA, ÍNDIO DA COSTA: O GENRO DO CACCIOLA:

quarta-feira, 30 de junho de 2010


ÍNDIO DA COSTA O GENRO DO CACCIOLA:
Corrupção dos demos Kassab e Índio da Costa, na merenda escolar



Índio da Costa e Rafaella Cacciola desistiram da Barra: mudança para o Leblon

Índio da Costa atuou como secretário de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 2001 e 2006.

Entre as empresas fornecedoras de merenda escolar para a Prefeitura de São Paulo, apontadas pelo Ministério Público de São Paulo como formadoras de cartel e pagar propinas na Prefeitura de Serra e Kassab, está a Comercial Milano Brasil Ltda.

A empresa é velha conhecida da facção carioca dos DEMos, composta por César Maia, Rodrigo Maia e o deputado Índio da Costa, casado com Rafaella Cacciola, filha do ex banqueiro Salvatore Cacciola, preso dno Rio de Janeiro.

É alvo de inquérito na Delegacia Fazendária, e foi alvo de CPI na Câmara dos Vereadores carioca, em 2006, pelos mesmos motivos que está sendo denunciada em São Paulo.

Sob pressão, e para o escândalo não ganhar dimensões maiores, a prefeitura do Rio foi obrigada a fazer nova licitação, e, sem os vícios da anterior, gerou economia de R$ 11 milhões ao ano nos gastos com merenda.

Além da sangria nos cofres públicos, frutas estragadas, carne bovina com excesso de sebo e frango com gelo acima do permitido também eram problemas comuns na merenda do carioca fornecida pela empresa.

A corrupção no Rio, em 2005, aconteceu quando o genro de Cacciola, Índio da Costa, era Secretário Municipal de Administração e responsável pela licitação, quando o prefeito era César Maia.

Segundo apurou o relatório da CPI, e agora é objeto de inquérito policial na Delegacia Fazendária, o esquema de fraude na licitação se procedeu da seguinte forma:

O edital da licitação tinha entre as regras atrair um número expressivo de participantes.

As empresas Milano e Ermar agiram em jogo combinado. A Ermar apresentou recursos de impugnação contra todos os concorrentes, exceto contra a Milano, deixando caminho livre.


Com isso, as regras do edital não foram atendidas, e o genro de Cacciola, Índio da Costa, deveria ter cancelado o processo e feito outra licitação. Mas ele fez o contrário, e a Milano foi vencedora da licitação, ficando com 99% do fornecimento de gêneros alimentícios para a merenda.

O comportamento de Índio da Costa ainda levantou mais suspeitas ao insistir na contratação centralizada de fornecimento de merenda escolar quando, desde 2001, estudo da Controladoria Geral do Município (CGM) já recomendava a descentralização do sistema.

A evidência do prejuízo aos cofres públicos municipais, são os R$ 11 milhões a menos, quando houve a nova licitação, estendendo a participação a nove empresas fornecedoras de gêneros alimentícios.

Apesar de tudo isso, no ano de 2007, findo o contrato com a Milano, o sucessor de Índio da Costa na secretaria municipal de Administração, Wagner Siqueira, assinou despacho, publicado no Diário Oficial, em que afirma que a empresa "executou o contrato de forma satisfatória para o serviço público municipal (...), especialmente no que se refere a preço, qualidade e especificações".

Parece até uma carta de apresentação de César Maia, para a empresa se qualificar em São Paulo.O resultado da licitação de São Paulo foi 15 de maio de 2007, bem depois do escândalo no Rio.Parece até caso de transferência de tecnologia em corrupção da gestão César Maia para a gestão Kassab.(Arquivo do blog de 2009)  POSTADO POR SARAIVA ÀS 16:12   http://saraiva13.blogspot.com/2010/06/indio-da-costa-o-genro-do.html

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Presidente Lula cancela viagem que faria ao Canadá em virtude das enchentes em Alagoas e Pernambuco.

PRESIDENTE LULA HOJE ÀS 21 H TV SENADO!

ABERTURA DO SEMINÁRIO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL CÂMARA DEPUTADOS

O I. Dep. Paulo Teixeira, que preside a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano fêz a abertura do Seminário da construção sustentável realizada em 24/6/10que reuniu vários especialistas.O I. companheiro. Dep. Paulo Teixeira(PT) disse que: materiais inadequados podem causar desconforto térmico e aí é preciso gastar em refrigeração ambiental. Deu como exemplo os aeroportos que.deveriam ser construidos com condições que garantissem conforto térmico, ventilação natural e iluminação natural e ressaltou que o programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida está implementando energia solar térmica nas casas diminuindo assim, o custocom energia elétrica para as pessoas Ressaltou ser importantíssima também a discussão sobre o reuso de àgua, como construir à favor do sol, c/ventilação adequada e disse que a casa da Eletrosul(SC) reúne todos estes conceitos. Finalizou o I. Deputadodizendo que podemos dar um salto de qualidade nestes aspéctos, agradecendo o esforço da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, ao Min.do Meio Ambiente., entre outros, ressaltando que tem um Projeto de Lei para introduzir definitivamente estes requisitos no Estatuto das Cidades.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

JN cobra atitude de governador durante ataques do PCC em SP

São Paulo Sob Ataque (Discovery Channel) [1/5]

11.Ago - 10:00

Atualizado em 18.Jun.10 - 17:34



A CPI da discórdia


Amaury Ribeiro Jr
Nas últimas duas semanas, o PSDB viveu a confortável situação de ser estilingue. No Congresso, os tucanos cantaram alto a necessidade de os presidentes do Banco Central e do Banco do Brasil darem satisfações sobre suas mal contadas movimen-tações financeiras. Mas a mesma fonte que municia a oposição também pode armar o contra-ataque governista. O bangue-bangue tem como pano de fundo um CD com arquivos que servem tanto a gregos quanto a troianos.

A origem do CD – Em 1999, o delegado da Polícia Federal em Foz de Iguaçu (PR) Davi Makarausky foi pego em calças curtas pelos seus próprios colegas ao jogar de cima de um edifício na avenida Paulista, em São Paulo, um computador que continha informações sobre as movimentações do doleiro Silvio Roberto Amnspach. A manobra do delegado, que foi condenado a oito anos de prisão e expulso da PF, não teve, no entanto, o resultado esperado. Depois de juntar as peças do computador, os peritos conseguiram recuperar os arquivos que continham uma classificação misteriosa: “MTB, Banestado II.” O mistério somente começou a ser desvendado em março deste ano, quando o chefe da Promotoria Distrital de Nova York, Robert Morgenthau, enviou à CPI do Banestado um CD com informações sigilosas do antigo MTB Bank de Nova York. Os arquivos do MTB, hoje absorvido pelo Hudson Bank, reúnem 750 mil operações de contas de passagem abertas por um grupo de 22 doleiros. São contas usadas para levar e trazer de paraísos fiscais dinheiro obtido por narcotráfico, corrupção e terrorismo. Ou seja, o MTB foi apelidado pelos doleiros de “Banestado II” porque substituiu o banco estadual do Paraná a partir de 1999, quando o organismo estatal foi fechado. A análise dos arquivos do MTB traz revelações ainda mais explosivas do que as contidas no antigo Banestado.

Em suas milhares de planilhas, a base de dados do MTB contém 1,5 milhão de operações financeiras clandestinas que comprometem milhares de empresários, criminosos de vários calibres e pessoas públicas do País. Tudo está armazenado em um CD e são informações capazes de provocar danos na imagem  de autoridades de integrantes do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, alguém quebrou o sigilo. Entre os doleiros que migraram para o MTB estão o próprio Amnspach, Alberto Youssef, hoje preso por sonegação fiscal, e Dario Messer, que operou as remessas da turma do ex-fiscal fazendário do Rio de Janeiro, Rodrigo Silveirinha.

Mão dupla – O CD também contém munições para que os governistas disparem contra tucanos. Nos arquivos do MTB há chumbo grosso contra personagens protagonistas dos principais escândalos que abalaram o governo de FHC. Os documentos atingem em cheio o ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio e Sérgio Luiz Augusto Bragança, sócio do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, na Consultoria Macrométrica. Acusado de receber propina na condução da privatização das teles, Ricardo Sérgio, ex-tesoureiro de campanha do PSDB, deixou o governo em 1998 ao ser flagrado em um grampo do BNDES dizendo ao então ministro das Comunicações, Luís Carlos Mendonça de Barros, que agia “no limite da irresponsabilidade”. Já Francisco Lopes foi acusado de manter, em 1996, US$ 1,6 milhão em contas no Exterior em nome de Sérgio Bragança.


As denúncias não são novas. ISTOÉ divulgou no ano passado a existência de indícios de que Ricardo Sérgio movimentava dinheiro por meio do doleiro Alberto Youssef. Os dados agora descobertos vão além dos indícios. No mundo da lavagem há uma técnica básica usada pelos doleiros para fugir da fiscalização: o dinheiro sujo tem de rodar em várias contas antes de chegar a seu destino final, em geral em paraísos fiscais. Dentro dessa lógica, a agência do Banestado em Nova York abrigava o que os peritos da PF chamam de “contas de segunda camada”. Após receber o dinheiro dos laranjas de Foz de Iguaçu, as contas do Banestado se encarregavam de transportar o dinheiro para as contas de outros doleiros, que, em seguida, remetiam a dinheirama para paraísos fiscais. Essas escalas frequentemente impediam as autoridades de localizar as contas finais de políticos e criminosos nos paraísos fiscais. Tal problema não acontece com as informações do CD. Por estar duas camadas depois do Banestado, na maioria das vezes as contas abertas por doleiros no MTB alimentavam diretamente as contas finais. É exatamente isso que torna esse CD tão precioso.


No caso do tucano Ricardo Sérgio, as operações trazem detalhes de duas empresas ligadas ao ex-diretor do BB, investigadas pelo Ministério Público: a Consultatum e a Franton Interprise Inc., uma off-shore que movimenta contas milionárias nos EUA. A Consultatum chamou a atenção do Ministério Público ao comprar em 1999, por R$ 11 milhões, dois prédios da Petrus – o Fundo de Pensão dos funcionários da Petrobras. Embora a Consultatum esteja registrada em nome de Ronaldo de Souza, sócio do ex-diretor do BB, uma procuração anexada numa ação de improbidade administrativa contra Ricardo Sérgio mostra que era o ex-diretor do BB quem mandava na empresa. O documento assinado por Ronaldo de Souza dava a Ricardo Sérgio amplos poderes para vender os bens da Consultatum, ainda para movimentar suas contas bancárias. No entendimento do Ministério Público, o documento prova que Ronaldo, antigo funcionário de Ricardo Sérgio em uma de suas empresas, não passa de um testa-de-ferro. Os registros do MTB mostram a associação inequívoca entre a Franton Inc. e o testa-de-ferro Ronaldo. Várias remessas chegam a registrar o nome da empresa, sediada nas Ilhas Virgens, e de Ronaldo juntos como beneficiários. Em algumas operações, o nome de Ricardo Sérgio também aparece acompanhando a Consultatum. Além disso, a Franton é uma das empresas com as quais Ricardo Sérgio tem negócios. Em 1998, o ex-diretor do BB chegou a declarar ao Fisco ter feito uma doação de R$ 13l mil para a off-shore. Questionado pela Receita a respeito da transação, Ricardo Sérgio disse que o dinheiro se referia ao pagamento de um empréstimo com juros bancários. Nessa época, Ronaldo de Souza já usava o MTB para movimentar dinheiro por intermédio das duas empresas.


Agora, os dados do CD mostram que Ronaldo de Souza, Consultatum e Franton movimentaram por intermédio dos doleiros do MTB US$ 1,35 milhão de dólares em bancos americanos entre 1997 e 2002. As investigações das autoridades americanas revelaram que as duas empresas estão envolvidas nas chamadas operações privadas de câmbio. Ou seja, operações clandestinas de câmbio, feitas sem a autorização do Banco Central dos EUA. Essas transações tentam driblar o rastreamento das autoridades financeiras. O esquema funciona da seguinte maneira: tanto os doleiros como os correntistas possuem contas em bancos americanos. Se o investidor precisa que o doleiro envie o dinheiro para determinado paraíso fiscal, deposita nas contas dos doleiros do MTB, que se encarregam de completar a operação. Se necessitar internar dinheiro, o correntista faz a mesma transferência para a conta do doleiro nos EUA, que lhe entrega o dinheiro em espécie no Brasil.


Detalhes comprometedores – No caso da Consultatum, da Franton e de Ronaldo de Souza, as operações aparecem em detalhes na base do MTB. No centro das movimentações das duas empresas está a Kundo, uma off-shore aberta pelo doleiro paranaense Alberto Youssef e que movimentava a conta número 00030101301 no MTB. No dia 28 de novembro de 2000, por exemplo, Ronaldo de Souza enviou por intermédio da conta da Franton Intl Bank de Miami US$ 100 mil dólares para a conta da Kundo. Na operação, a própria Franton aparece como beneficiária da transação. No dia 21 de outubro de 1997, a Consultatum manda, por intermédio da Kundo,

US$ 800 mil para Ronaldo de Souza na mesma conta da Franton no banco de Miami. As provas contra o ex-diretor do BB são irrefutáveis: o nome de seu testa-de-ferro sempre aparece nas duas pontas da transação ao lado do nome da Franton ou da Consultatum, cujo endereço em São Paulo também é detalhado. A Consultatum tem o mesmo endereço da Planefin, uma das empresas de Ricardo Sérgio.


O mesmo esquema do MTB foi utilizado por Sérgio Luiz Augusto Bragança, sócio de Francisco Lopes, acusado de vender informações para o mercado financeiro. Segundo os dados armazenados no CD, o sócio de Chico Lopes enviou por intermédio da conta de doleiros cerca de U$ 350 mil para uma conta no banco de Nassau, nas Bahamas. Toda dinheirama passava pela conta da General Star, uma off-shore que recebia repasse de vários doleiros do Banestado. No dia 1º de janeiro de 2001, por exemplo, a General Star enviou US$ 40 mil para a conta de Sergio Bragança. O Ministério Público do Rio de Janeiro tem agora uma valiosa pista para perseguir o dinheiro de Bragança e tentar desvendar se há relação entre essas movimentações e o US$ 1,6 milhão de Chico Lopes.

munição. Disposto a provar que preside à CPI do Banestado com isenção, ao ser informado das novas denúncias por ISTOÉ, o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) disse que na próxima segunda-feira apresentará um requerimento em que convocará para depor Ricardo Sérgio, tesoureiro na campanha de Fernando Henrique para a presidência em 1994 e de José Serra para o Senado em 1996. Serra, aliás, também quer tirar proveito da história. Articulou com os tucanos a convocação de Paulo Maluf, seu adversário na atual disputa pela Prefeitura de São Paulo, também implicado no CD. Há mesmo muita nitroglicerina na base do MTB, que ainda não veio a público. Resta saber se governistas e oposicionistas sairão vivos dessa troca de chumbo ou se haverá algum acordo de cavalheiros.

sábado, 19 de junho de 2010

      Hoje estive no Memorial da Resistência, em homenagem oferecida pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, à maravilhosa Madre Cristina.
      Inicialmente foi realizado o debate: “A LUTA DAS MULHERES POR DEMOCRACIA E LIBERDADE”, tendo como rebatedoras:
KATIA FELIPPINI – Museóloga - Memorial da Resistência de São Paulo
RITA SIPAHI – Advogada, militante social desde a resistência contra a Ditadura Civil-Militar brasileira, atualmente é Conselheira da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
NALU FARIA – Psicóloga, militante feminista, é coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e integrante da Secretaria Nacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil
VERA SOARES – Física, pós-graduada em Educação e Economia; pesquisadora e militante feminista, Conselheira do Conselho Científico do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero - NEMGE da USP.


      
      CRISTINA CÉLIA SODRÉ DÓRIA, a religiosa da Congregação de Nossa Senhora - Cônegas de Sto. Agostinho, ou seja, MADRE CRISTINA era psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mulher, freira, psicóloga e militante política, lutadora corajosa pela liberdade e dignidade da pessoa humana, em múltiplas frentes de batalha.
      Madre Cristina nasceu em Jaboticabal, interior do Estado de São Paulo, no dia 07 /10/1916. Cresceu entre discussões políticas animadas pelo pai advogado e o aprendizado de respeito e disponibilidade para com o próximo.
      Célia Dória tomou o Hábito religioso, c/o nome de Irmã Cristina Maria e iniciou o Noviciado em 1942, no primeiro Colégio aberto pela Congregação em nosso pais, situado em São Paulo. Ela lecionava no curso de Pedagogia da Faculdade Sedes Sapientiae e graças seus esforços, juntamente com outros colegas, foi criado no Brasil, pelo Ministério da Educação, nos anos 60, o curso de Psicologia e reconhecida a profissão de psicólogo.
      Em 1940, Madre Cristina iniciou a Clínica Psicológica, ligada à Faculdade Sedes Sapientiae. Nessa Clínica, a Madre atendia pessoalmente numerosos pacientes carentes.
      Em 1954 prestou concurso para catedrática na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, recebendo concomitantemente o título de Doutora em Psicologia.
       Madre Cristina publicou vários artigos e as seguintes obras: Psicopatologia (1958), Psicologia científica geral (1960), Psicologia educacional (1961), Educando nossos filhos (1968) e Psicologia do Ajustamento neurótico (1975).
      A convite de Universidades e entidades estudantis proferiu palestras em vários Estados do Brasi. lCom apoio da Congregação, Madre Cristina seguiu cursos no exterior e realizou estágios em hospitais psiquiátricos da Europa.
      Madre Cristina com suas mensagens,tinha o intuito de despertar ouvintes e leitores para a responsabilidade ética, social e política, mensagens estas destinadas a formar cidadãos e cidadãs conscientes e participativos, militantes. Atou inicialmente na Ação Católica  e mais tarde, durante a ditadura militar, atuaou no sentido de formar militantes nos diversos movimentos e organizações da esquerda brasileira.
      Nos anos 70, a Congregação Cônegas de Sto.Agostinho decidiu pela integração da Faculdade Sedes Sapientiae à PUC de São Paulo, então Madre Cristina  optou pela criação de um Instituto autônomo, o Instituto Sedes Sapientiae.
      No Instituto Sedes Sapientiae, Madre Cristina fêz trabalhos maravilhosos de formação de profissionais e militantes políticos engajados na luta contra a ditadura, contra a tortura e todas as formas de opressão, à favor dos direitos humanos, das liberdades democráticas e respeito integral à dignidade da pessoa humana.      
      No Inst. Sedes Sapientiae realizou-se então, em 1978, o I Congresso pela Anistia. À pedido do Cardeal D.Paulo Evaristo Arns, o Instituto Sedes fêz a maior parte das pesquisas sobre processos políticos que transitaram  naJustiça Militar entre 1964 e 1979. Essas pesquisas foram reunidas na obra "Brasil, nunca mais", publicada em 1985 e seguida em 1987 pelo volume "Perfil dos atingidos".
      O Instituto Sedes abrigou ainda, por muitos anos, diversos movimentos, como o MST, a Pastoral da Terra, a União das Nações Indígenas e a Comissão pró-Índio, de São Paulo.
      O InstitutoSedes Sapientiae foi e continua sendo hoje um espaço aberto para todos aqueles que assumam o compromisso de participar, pelo estudo, reflexão e ação, na construção de uma sociedade justa e solidária.    
      "Uma sociedade conforme à vontade de Deus", como dizia Madre Cristina.
      E conforme diz Dom Thomaz Balduino", para realizar o projeto de Deus, revelado na Bíblia, a sociedade só poderá e deverá ser SOCIALISTA. "

Informações retiradas da homenagem prestada à Madre Cristina por Laura Fraga de Almeida Sampaio no ano 2000. Laura foi ex-aluna de Madre Cristina,I rmã na Congregação religiosa desde o Noviciado. Conviveu c/ Madra Cristina na mesma Comunidade por 10 anos, incluindo os primeiros anos da ditadura militar. Confira os dados sobre Madre Cristina em: http://www.infofluxo.com/drupal/node/121

Em sua homenagem foi distribuido hoje o livro "Luta, Substantivo Feminino- Mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura. Direito à Memória e à Verdade" (Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República).
      Esta foi minha homenagem como ex-aluna do Instituto Sedes Sapientiae, do Curso de Violência Doméstica, à Madre Cristina, pessoa maravilhosa, que tantas pessoas ajudou e ao Instituto Sedes, que me ensinou muito além do curso que realizei.
Rosely B T Marques

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Só falta trazer US$ 17,4 bi para o Brasil

domingo, 22 de novembro de 2009 (http://mostrandoaface.blogspot.com/2009/11/so-falta-trazer-us-174-bi-para-o-brasil.html)


Só falta trazer US$ 17,4 bi para o Brasil



O governo brasileiro recuperou mais US$ 1 milhão enviado ilegalmente ao exterior no esquema do Banestado. Descoberto em 1998, o escândalo no sistema financeiro que envolvia remessas ilegais de dinheiro para o exterior deu origem a uma investigação federal e a uma Comissão Parlamentar de Inquérito em 2003. O dinheiro, que estava bloqueado nos Estados Unidos, será depositado na conta do Tesouro e representa muito pouco dos US$ 20 bi desviados. Essa não é a primeira repatriação de recursos do caso do Banestado. Em novembro de 2007, US$ 1,6 milhão foram devolvidos aos cofres públicos. Pela legislação norte-americana, o país tem direito a um terço dos recursos que foram enviados ilegalmente.

A recuperação dos recursos estava sendo negociada pelo Ministério da Justiça e pelo Department of Homeland Security (DHS), responsável pela segurança interna e que também atua para coibir a remessa de dinheiro ilegal para os Estados Unidos.

De acordo com o procurador da República Vladimir Aras, que atuou em 2004 na força-tarefa montada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) do Paraná para investigar o esquema, os criminosos usavam dois mecanismos para a remessa: as contas CC5, aquelas em que o titular não é residente, e, por isso, pode converter os saldos em dólares, e o dólar cabo, que é a transferência virtual de recursos. “Durante a operação Zero Absoluto, pedimos o congelamento dos ativos e é parte desses valores que estamos recuperando”, afirma Aras, explicando que, na época, o MPF pediu a repatriação de cerca de US$ 27 milhões. “O ponto ruim é que esse dinheiro deveria ser usado no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. Nossa legislação ainda não trata disso”, comenta. A mesma tese é abraçada pela Polícia Federal e por outros órgãos de combate ao crime. Eles cobram do Congresso a aprovação da nova lei sobre lavagem de dinheiro. A lei antidrogas de 2006 já prevê esse instrumento.

Dossiê do caso Banestado traz nome de José Serra (PSDB), e Jorge Bornhausen (PFL, atualmente DEM

http://mostrandoaface.blogspot.com/2009/11/so-falta-trazer-us-174-bi-para-o-brasil.html

Vice SERRA

Nota de pesar do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo falecimento do escritor José Saramago

Nota de pesar do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo falecimento do escritor José Saramago



José Saramago contribuiu de maneira decisiva para valorizar a língua portuguesa. De origem humilde, tornou-se autodidata e se projetou como um dos maiores nomes da literatura mundial. Recebeu o Prêmio Camões, distinção máxima conferida a escritores de língua portuguesa, e o Prêmio Nobel de Literatura. Nós, da comunidade lusófona, temos muito orgulho do que o seu talento fez pelo engrandecimento do nosso idioma. Intelectual respeitado em todo o mundo, Saramago nunca esqueceu suas origens, tornando-se militante das causas sociais e da liberdade por toda a vida. Neste momento de dor, quero me solidarizar, em nome dos brasileiros, com toda a nação portuguesa pela perda de seu filho ilustre.





Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República Federativa do Brasil

Banestado: PF descobre elo de Serra com conta secreta

Banestado: PF descobre elo de Serra com conta secreta




A Polícia Federal, através do delegado José Castilho Neto e do perito Renato Rodrigues Barbosa, entregou ao Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, um dossiê sobre as remessas ilegais de recursos para o exterior, através das chamadas contas CC-5, envolvendo nomes de políticos ligados ao governo FHC, entre eles o candidato derrotado à presidência da República, José Serra, o ex-diretor Internacional do Banco do Brasil, e caixa da campanha, Ricardo Sérgio de Oliveira e o também caixa de campanha tucana, Sérgio Motta.



Segundo a revista “IstoÉ Dinheiro” desta semana, os documentos da PF que envolvem José Serra são extratos fornecidos pelo banco americano JP Morgan Chase aos investigadores brasileiros, obtidos mediante a quebra, naquele país, dos sigilos bancários dos envolvidos. José Serra aparece como autor de uma ordem de pagamento internacional no valor de US$ 15,6 mil que teria, por solicitação sua, saído da conta “Tucano” no JP Morgan e ido parar na conta 1050140210, da empresa Rabagi Limited, no Helm Bank de Miami. Essa operação, segundo a Polícia Federal, mostra que José Serra tinha poderes para movimentar a conta “Tucano”. Segundo o mapeamento feito pela Polícia Federal, essa conta movimentou US$ 176,8 milhões entre 1996 e 2000. Os recursos partiram de laranjas em Foz do Iguaçu e seguiram para a conta “Tucano” no JP Morgan, em Nova Iorque. A PF, que realizou um rastreamento internacional dos recursos e descobriu também o envolvimento de outros tucanos nas remessas, como Ricardo Sérgio de Oliveira e Sérgio Motta, pretende agora investigar se José Serra, além de movimentar a conta “Tucano”, era proprietário da empresa Rabagi Limited, que recebeu os recursos do JP Morgan.



A Polícia Federal descobriu também que a conta “Tucano” em Nova Iorque teve uma movimentação suspeita no dia 30 de março de 1999, com a transferência de US$ 500 mil de sua sede nos EUA para outra conta, também batizada com o mesmo nome de “Tucano”, só que num banco Suíço, o Lugano. E o que intrigou os policiais da PF, neste caso, é que 24 horas depois, ou seja, em 31 de março, outros US$ 500 mil saíram da conta “Tucano” de Nova Iorque em direção à Suíça.



As investigações sobre as remessas ilegais através das contas CC-5 começaram graças ao trabalho do promotor Celso Três que, segundo a “IstoÉ”, mapeou todas as contas CC-5 do Brasil. A ação da Polícia Federal, logo em seguida, permitiu chegar nas contas de altas figuras do governo tucano. Para obter as informações que ajudaram a esclarecer o caso, a PF pediu à justiça americana a quebra do sigilo bancário dessas contas. Com isso acabou chegando nas pessoas que fizeram as movimentações nessas contas. O JP Morgan recebia recursos enviados por laranjas sediados em Foz do Iguaçu. Segundo o delegado Castilho, todas as pessoas que movimentaram essas contas no exterior, como foi o caso de Serra e Ricardo Sérgio, deverão ser investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito.

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Alvaro Dias está com medo do caso Banestado finalmente pegar Serra




Ao inquirir o ex-delegado Onézimo Souza, na Comissão de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso, na quinta-feira, o senador Alvaro Dias (PSDB/PR) quis saber, indiretamente, se o livro "Os porões da privataria" continha informações novas sobre a conta TUCANO descoberta no caso Banestado, que movimentou US$ 176,8 milhões, investigada pelo delegado federal Castilho.



Para entender a pergunta do senador demo-tucano, é preciso lembrar desta notícia do jornal "Hora do Povo", de 01 de julho de 2003:







Banestado: PF descobre elo de Serra com conta secreta



A Polícia Federal, através do delegado José Castilho Neto e do perito Renato Rodrigues Barbosa, entregou ao Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, um dossiê sobre as remessas ilegais de recursos para o exterior, através das chamadas contas CC-5, envolvendo nomes de políticos ligados ao governo FHC, entre eles o candidato derrotado à presidência da República, José Serra, o ex-diretor Internacional do Banco do Brasil, e caixa da campanha, Ricardo Sérgio de Oliveira e o também caixa de campanha tucana, Sérgio Motta.



Segundo a revista “IstoÉ Dinheiro” desta semana, os documentos da PF que envolvem José Serra são extratos fornecidos pelo banco americano JP Morgan Chase aos investigadores brasileiros, obtidos mediante a quebra, naquele país, dos sigilos bancários dos envolvidos. José Serra aparece como autor de uma ordem de pagamento internacional no valor de US$ 15,6 mil que teria, por solicitação sua, saído da conta “Tucano” no JP Morgan e ido parar na conta 1050140210, da empresa Rabagi Limited, no Helm Bank de Miami. Essa operação, segundo a Polícia Federal, mostra que José Serra tinha poderes para movimentar a conta “Tucano”. Segundo o mapeamento feito pela Polícia Federal, essa conta movimentou US$ 176,8 milhões entre 1996 e 2000. Os recursos partiram de laranjas em Foz do Iguaçu e seguiram para a conta “Tucano” no JP Morgan, em Nova Iorque. A PF, que realizou um rastreamento internacional dos recursos e descobriu também o envolvimento de outros tucanos nas remessas, como Ricardo Sérgio de Oliveira e Sérgio Motta, pretende agora investigar se José Serra, além de movimentar a conta “Tucano”, era proprietário da empresa Rabagi Limited, que recebeu os recursos do JP Morgan.



A Polícia Federal descobriu também que a conta “Tucano” em Nova Iorque teve uma movimentação suspeita no dia 30 de março de 1999, com a transferência de US$ 500 mil de sua sede nos EUA para outra conta, também batizada com o mesmo nome de “Tucano”, só que num banco Suíço, o Lugano. E o que intrigou os policiais da PF, neste caso, é que 24 horas depois, ou seja, em 31 de março, outros US$ 500 mil saíram da conta “Tucano” de Nova Iorque em direção à Suíça.



As investigações sobre as remessas ilegais através das contas CC-5 começaram graças ao trabalho do promotor Celso Três que, segundo a “IstoÉ”, mapeou todas as contas CC-5 do Brasil. A ação da Polícia Federal, logo em seguida, permitiu chegar nas contas de altas figuras do governo tucano. Para obter as informações que ajudaram a esclarecer o caso, a PF pediu à justiça americana a quebra do sigilo bancário dessas contas. Com isso acabou chegando nas pessoas que fizeram as movimentações nessas contas. O JP Morgan recebia recursos enviados por laranjas sediados em Foz do Iguaçu. Segundo o delegado Castilho, todas as pessoas que movimentaram essas contas no exterior, como foi o caso de Serra e Ricardo Sérgio, deverão ser investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito.



A notícia foi veiculada também em revistas do PIG, como a Época e a IstoÉhttp://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Após pegar Azeredo, CPI revela caixa 2 de FHC e José Serra (PSDB)

Após pegar Azeredo, CPI revela caixa 2 de FHC e José Serra (PSDB)


Por TUCANALHA NUNCA MAIS 12/08/2005 às 20:44





Caixa de Serra e FHC assaltou prédio da Petros onde a SMP&B funciona



Quanto mais se aprofunda a investigação, mais vem à tona uma série de relações que ligam Marcos Valério à corriola dos tucanos, sejam eles Daniel Dantas, Eduardo Azeredo ou Ricardo Sérgio, caixa de campanha de José Serra e Fernando Henrique Cardoso.



Hora do Povo - http://www.horadopovo.com.br



http://www.horadopovo.com.br/bibliot.htm





Após pegar Azeredo, CPI revela caixa 2 de José Serra



A senadora Ideli Salvati (PT-SC) apresentou à CPI dos Correios uma série de notas fiscais e contratos que comprovam o caixa 2 usado pelo tucano José Serra. Os documentos mostram gastos 8 a 9 vezes superiores aos declarados ao TSE.



http://www.horadopovo.com.br/2005/agosto/10-08-05/z31008.htm





Caixa de Serra e FH assaltou prédio da Petros onde a SMP&B funciona



Quanto mais se aprofunda a investigação, mais vem à tona uma série de relações que ligam Marcos Valério à corriola dos tucanos, sejam eles Daniel Dantas, Eduardo Azeredo ou Ricardo Sérgio, caixa de campanha de Serra e Fernando Henrique. Na semana passada, integrantes do fundo de pensão da Petrobrás (Petros) revelaram que a sede da SMP&B funciona num prédio açambarcado por Ricardo Sérgio deste fundo de pensão.



Ricardo Sérgio de Oliveira já era conhecido como operador do caixa tucano desde 1988. Chegou a vice-presidente mundial do Citibank, de onde foi sacado para atuar como diretor da área internacional do Banco do Brasil, exercendo grande poder sobre os fundos de pensão.



Foi ele o principal operador da inclusão dos fundos de pensão no financiamento dos grupos acertados para açambarcar as estatais, sobretudo na área de telefonia. Denúncias levantadas na época, apontam que Ricardo Sérgio cobrou US$ 15 milhões na doação da Vale do Rio Doce e R$ 90 milhões na privatização da Telemar. Ele também seria o responsável pela operação de envio e lavagem de dinheiro no exterior via Banestado.



Consta ainda em sua folha corrida o perdão de uma dívida de US$ 70 milhões que o primo de Serra, Gregório Marin Preciado, tinha com o Banco do Brasil. Com o mesmo Preciado, Ricardo Sérgio também articulou os consórcios, juntamente com a espanhola Iberdrola, que açambarcaram três empresas de distribuição de energia elétrica no Nordeste.



Ricardo Sérgio também era dono de uma série de empresas, entre elas a RMC, a Planefin e Consultatum, por onde foram operados uma série de esquemas de internação de recursos e aquisição de bens e imóveis por meio de laranjas e coisas do gênero.





http://www.horadopovo.com.br/2005/agosto/10-08-05/pag3d.htm







SMP&B opera no prédio do caixa de Serra



Com tanto edifício dando sopa em BH foram escolher logo o que Ricardo Sérgio afanou da Petros.



http://www.horadopovo.com.br/2005/agosto/05-08-05/z120508.htm





SMP&B funciona no prédio do caixa de campanha de Serra e Fernando Henrique



A CPI dos Correios descobriu que a sede da SMPB, uma das agências de publicidade do empresário Marcos Valério, está localizada em um edifício de propriedade do caixa de campanha do atual prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), Ricardo Sérgio de Oliveira, um dos principais escroques da privatização das teles que deu a Daniel Dantas, do Opportunity, o controle de uma larga área da telefonia. Dantas é o maior - disparado - dos depositantes nas contas de Marcos Valério.



O prédio onde Valério tem a sua empresa pertencia ao fundo de pensão Petros, da Petrobrás. Ricardo Sérgio, no governo Fernando Henrique, conseguiu que a Petros e a Previ vendessem a um testa-de-ferro seu, por um preço irrisório, dois edifícios, um no centro do Rio e outro no centro de Belo Horizonte. É neste que Valério tem a sede de sua empresa.



Na sessão da última quarta-feira, o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT/MS), leu uma nota enviada pela direção do Petros comunicando que o fundo não é mais proprietário do edifício. De acordo com o documento, o Petros vendeu o prédio em 1999 ao empresário paulista Ronaldo de Souza, que não é outro senão o sócio de Ricardo Sérgio em uma empresa-fantasma.



Ricardo Sérgio foi caixa de campanha tanto de Serra quanto de Fernando Henrique. Quando este chegou ao Planalto o nomeou diretor da área externa do Banco do Brasil. Depois da divulgação das gravações sobre a privatização das teles, onde ele aparecia tramando com Mendonça de Barros uma negociata para favorecer Daniel Dantas, foi obrigado a demitir-se.



http://www.horadopovo.com.br/2005/agosto/05-08-05/pag3e.htm







HORA DO POVO - edições de 5 e 10 de agosto de 2005

Leia a ação impetrada pelo MPF em que Serra é citado

Leia a ação impetrada pelo MPF em que Serra é citado   06.h As relações estranhas e suspeitas entre o Sr. RICARDO SÉRGIO e o Sr. RONALDO DE SOUZA , tal como os indícios de enriquecimento ilícito dos dois.




Ao mesmo tempo em que o Sr. RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA transitava nas áreas de decisão do governo - referentes aos perdões e rolagens tal como as participações do Banco do Brasil e da PREVI nas privatizações – o mesmo mantinha negócios particulares com um antigo colega, RONALDO DE SOUZA , casado com a Sra. VERA REGINA FREIRE DE SOUZA .



Os DOCs. 27 a 31, anexados, amparam a narrativa deste capítulo, tal como dos capítulos seguintes.



A empresa do Sr. RONALDO de SOUZA , a CONSULTATUM S.C Ltda., funcionava numa sala vizinha à da PLANEFIN – Serviços, Assessoria, Planejamento, Administração e Participações S.C Ltda. A PLANEFIN pertence ao Sr. RICARDO SÉRGIO. As duas salas ocupam um andar do luxuoso prédio, na Alameda Santos, nos Jardins, região nobre de São Paulo, adquiridas por R$ 900 mil cada.



Poderia ser uma simples coincidência o fato das duas empresas ocuparem o mesmo andar de um prédio, também compartilhando a mesma recepção dos dois escritórios. Também poderia ser um rotineiro caso de sociedade e parceria, não fossem alguns detalhes que tornam a parceria suspeita e são indícios veementes de que RONALDO de SOUZA atuava como um tipo de representante do Sr. RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA.



Em 8 de junho de 1999, as empresas PLANEFIN e CONSULTATUM compraram em parceria (metade para cada uma) um prédio pertencente ao fundo de pensão Petros, no centro do Rio de Janeiro – à rua Sete de Setembro, 54 – por R$ 3,55 milhões ( hoje, mais de quatro milhões de reais).



A forma de pagamento foi a seguinte: entrada de R$ 690 mil (16,8% do preço acordado) e mais cinco prestações anuais de R$ 590 mil cada, vencendo a primeira em 8 de junho de 2000. As parcelas foram atualizadas pelo IGP-M mais juros de 12% ao ano.



Quase três meses depois, no dia 17 de agosto de 1999, as duas empresas compraram outro prédio do fundo Petros, desta vez na capital mineira de Belo Horizonte, por R$ 7,5 milhões ( hoje, quase dez milhões de reais). Forma de pagamento: entrada de R$ 750 mil (10%), duas parcelas semestrais de R$ 750 mil (vencendo em 17 de dezembro de 1999 e 17 de abril de 2000) e outras cinco anuais de R$ 1,05 milhão, atualizadas pelo IGP-M mais juros de 12% ao ano.



O grave dessas duas compras é que o SR. RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA procurou esconder seu nome nos registros de compra e venda: ele nomeou o sócio RONALDO de SOUZA como seu procurador.



Assim, nas escrituras de promessa de compra e venda registradas no 23º Ofício de Notas do Rio de Janeiro, só aparecem o nome da empresa PLANEFIN e de RONALDO de SOUZA , respondendo pela sua empresa CONSULTATUM e pela PLANEFIN para efetuar a compra dos prédios.



De forma suspeita, o mesmo RONALDO de SOUZA , que compra os prédios em nome do SR. RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA, passa procurações para o ex-diretor do Banco do Brasil administrar os negócios envolvendo os prédios, como a administração dos aluguéis e do condomínio. As datas das procurações, lavradas no 16º Ofício de Notas de São Paulo, revelam condutas suspeitas.



No dia 6 de julho de 1999, SR. RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA e sua mulher, Elizabeth Salgueiro de Oliveira, passam uma procuração para RONALDO de SOUZA e sua mulher, Vera Regina Freire de SOUZA , comprarem o prédio da Petros no Rio. No mesmo dia, o casal SOUZA retribui a gentileza dando poderes para RICARDO SÉRGIO e sua mulher administrarem os negócios do prédio, inclusive o acesso a uma conta corrente de número 57.890-0 no Banco Itaú.



No dia 30 de julho de 1999, houve nova troca de procurações. O SR. RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA nomeou novamente RONALDO DE SOUZA seu procurador para adquirir o prédio em Belo Horizonte. No mesmo dia, o casal SOUZA passou procuração para RICARDO SÉRGIO administrar os negócios do prédio.



Em entrevista gravada, reproduzida por reportagem do ESTADO DE MINAS , feita pela jornalista ANA D´ANGELO, do dia 10 de abril de 2002, RONALDO DE SOUZA sustenta que sua empresa, a CONSULTATUM, foi contratada por RICARDO SÉRGIO para administrar a parte deste nos prédios, eximindo-o desta atribuição. Existe uma procuração dando amplos poderes para RICARDO SÉRGIO administrar os prédios, inclusive uma conta corrente, mas segundo o Sr. RONALDO declarou à jornalista, o mesmo não exerceria os direitos da procuração.

Leia a ação impetrada pelo MPF em que Serra é citado

http://www.conjur.com.br/2002-set-20/leia_acao_impetrada_mpf_serra_citado_5?pagina=3
A passagem pelo Banespa foi polêmica. Junto com outro diretor, foi condenado em 1999 pela Justiça Federal de São Paulo por gestão temerária, um crime previsto na Lei do Colarinho-Branco. Liberou o equivalente a US$ 326 mil em empréstimos para a Companhia Brasileira de Tratores, uma empresa endividada à beira da concordata, apesar dos pareceres técnicos contrários. A sentença de quatro anos de prisão foi convertida em serviços à comunidade e multas. Vladimir Rioli, também denunciado pelo Ministério Público em outros casos, recorreu da decisão.


Além da política, Rioli milita em outros nichos. Palmeirense, meteu-se em uma comissão encarregada de tocar um projeto para transformar

o estádio do clube em uma fonte de receita, depois de uma reforma ambiciosa.

Ricardo Sérgio

O rei dos leilões, montou os consórcios para a privatização das teles. Ricardo Sérgio de Oliveira assumiu a diretoria Internacional do Banco do Brasil em 1995 por indicação de José Serra. Foi parceiro do então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, na privatização das teles. Usando o poder que tinha no fundo de pensão do BB, orquestrou a montagem de consórcios que entraram nos leilões.

Gregório MARIN PRECIADO

Como representante da espanhola Iberdrola, conseguiu que a empresa arrematasse quatro ex-estatais de energia no Nordeste. Contou com a parceria do Banco do Brasil, da Previ e do amigo Ricardo Sérgio. Conseguiu uma incomum redução de dívida atrasada no BB. Espanhol naturalizado, é casado com uma prima de Serra.

Sérgio Motta

Morto em abril de 1998, foi o principal articulador político de Fernando Henrique, amigo de Mendonça de Barros e companheiro de Serra e Rioli desde os tempos da Ação Popular, movimento clandestino de esquerda ligado à Igreja Católica que combateu a ditadura. Como ministro das Comunicações, montou o processo de privatização das teles. Ficou conhecido pelo projeto de manter o PSDB 20 anos no poder.

Colaborou na matéria Sônia Filgueira” ( cf. DOC. n. 26).

As relações são na verdade suspeitíssimas. O Sr. RIOLI, quando estava no Conselho de Administração do BANESPA, terá beneficiado RICARDO SERGIO. Fato ocorrido em 1993.

06.gAs operações da GREMAFER com a SOCIMER

Há, ainda, outros fatos graves e suspeitos que devem ser narrrados nesta ação.

A firma GREMAFER, apesar de estar em pleno estado de falência, conseguiu trazer em 1995, por exemplo, U$ 1,2 milhão, do Caribe, através da firma Socimer Internacional Bank Limit, instituição financeira que atuava no paraíso fiscal quando foi liquidada pela Corte de Bahamas, depois de prejudicar correntistas espanhóis e chilenos.

No mesmo ano – 1995 -, enquanto a GREMAFER recebia perdões escandalosos de dezessete milhões de dólares, conseguiu ainda assinar um contrato com o Banco Sudameris para captar U$ 500 mil ( quinhentos mil dólares) do exterior por intermédio da venda de títulos no mercado externo. Estas operações, no exterior, tinham RICARDO SÉRGIO como principal responsável, já que o mesmo ocupava o cargo de Diretor de Relações Internacionais.

Como parte do acordo com a Sudameris, a GREMAFER ofereceu como garantia o mesmo imóvel da Vila Madalena, onde funcionava o comitê da campanha e a empresa do Sr. SERRA, então Ministro do Planejamento: aquele situado na Rua Simão Álvares, 1020, São Paulo SP.

As firmas do Sr. RIOLI - como constatou o Sr. AMAURY RIBEIRO - até hoje continuam recebendo recursos públicos. Junto com duas empreiteiras, a Pluricorp, empresa do VLADIMIR RIOLI que atua no mercado financeiro, está construindo nove condomínios em frente a fábrica da Ford, em São Bernardo do Campos, com 1.100 casas e apartamentos. O empreendimento está sendo financiado pela Caixa Econômica Federal. Em seu currículo, o Sr. Rioli faz questão de mostrar aos clientes sua afinidade com o poder público.

O mesmo informa, por exemplo, que fez parte da comissão do governo que definiu as regras de privatização. A Pluricorp, que também deu consultoria sobre as regras do processo de privatização, teria operado com fundos de pensão, de empresas estatais, na construção de Shopping Centers. O MPF está verificando o Shopping Iguatemi, ligado ao Sr. JEREISSATI, que parece ter ligações também as pessoas citadas nesta ação. O ponto sobre as privatizações mais suspeito é justamente a atuação dos fundos de pensão nas privatizações, também ligada ao Sr. EDUARDO JORGE. O DOC. n. 34 ampara a narrativa

Sócio de Serra usou o Banespa para lavar dinheiro de Cayman

Sócio de Serra usou o Banespa para lavar dinheiro de Cayman   http://www.barney1.hpg.com.br/motta1.htm




Rioli foi nomeado por Serra para a direção do Banespa e autorizou a reinternação de 3 milhões de dólares de Cayman, esquema de Ricardo Sérgio, caixa de Serra



Ao analisar os documentos e as falcatruas do PC de Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, atuando juntamente com o sócio de Serra, Vladimir Antônio Rioli, que assaltaram os cofres do Banespa e realizaram a lavagem e a internação de US$ 3 milhões das ilhas Cayman, chega-se à conclusão que o PC Farias de Collor não passava de um mero ladrão de galinhas, podendo até ser canonizado perto desse bando que depenou o patrimônio público nacional em troca de polpudas propinas depositadas em bordéis fiscais no exterior.



O esquema "Cayman de Ricardo Sérgio e Rioli", como o leitor pôde acompanhar pelas últimas edições do HP, refere-se à negociata montada por Ricardo Sérgio de Oliveira, através do Banespa, para a reinternação de US$ 3 milhões provenientes das ilhas Cayman. A revista "IstoÉ" da última semana trouxe um novo detalhe que fecha o ciclo e os integrantes da quadrilha que se aboletou no Banespa para amealhar o dinheiro público e utilizar o banco como instrumento para lavar e internar dinheiro sujo que se encontrava em paraísos fiscais. São, aliás, a mesma quadrilha que depois entregou o banco público de São Paulo aos estrangeiros.



RIOLI



Além de Ricardo Sérgio, caixa de Serra - e arrecadador de dinheiro para Fernando Henrique desde 1985, na eleição para Prefeitura de São Paulo -, e posteriormente indicado por Serra para a direção da área internacional do Banco do Brasil, outro protagonista do esquema era Vladimir Antônio Rioli, nada mais nada menos do que o sócio de Serra em uma empresa de consultoria financeira e econômica, montada em 1986, quando o tucano deixou a Secretaria do Planejamento do governo Franco Montoro. A empresa foi mantida pelos dois até 1995. A convivência de ambos já vinha desde a década de 70 quando Serra e Sérgio Motta fingiam ser de esquerda.



Rioli ocupava o cargo de vice-presidente de operações do Banespa, um cargo que, depois de uma mudança extraordinária no estatuto, possibilitou que ele autorizasse transações de grande monta, principalmente fornecimento de empréstimos. Com esse poder, Rioli autorizou o "Contrato Particular de Emissão, Colocação e Pagamento de Títulos no Mercado Internacional (Fixe Rate Notes)" entre o Banespa e a empresa Garance Textile S/A (denominada posteriormente como Calfat S/A), em 14 de fevereiro de 1992, que possibilitou que a referida empresa - na época em fase falimentar - "vendesse" títulos no exterior para trazer de volta ao Brasil US$ 3 milhões que foram depositados na agência do Banespa nas ilhas Cayman e depois pararam em uma conta da Calfat, no mesmo banco, em Campinas, no interior de São Paulo.



O presidente do conselho deliberativo da Calfat era o caixa de Serra, Ricardo Sérgio, que, inclusive, atuou como o fiador do esquema. A Calfat estava praticamente falida e mesmo em situações normais não teria capacidade para realizar jogadas dessa grandeza.



ROUBO



Para dar mais credibilidade ao esquema, Rioli fez o Banespa ingressar na Justiça para recuperar o dinheiro que não foi pago por Ricardo Sérgio. Então, estranhamente, os advogados do banco descobriram que "foi penhorado um único imóvel dado em garantia hipotecária, o qual é manifestamente insuficiente para a liquidação integral do débito" como descreve um protesto no qual se propõe a intimação de Ricardo Sérgio.



O processo foi sendo protelado e tanto a Calfat não pagou o débito como os "investidores" que "compraram" os títulos no exterior jamais se preocuparam em reaver o dinheiro investido na Calfat, do qual o Banespa foi o intermediador, ou seja, o então devedor. Para especialistas em transações no exterior e para o Ministério Público Federal, não há dúvidas que se trata de uma lavagem e reinternação de dinheiro sujo, pois as empresas que adquiriram os títulos não passavam de laranjas usadas para enviar o dinheiro ao país com o aval do Banespa, ou melhor, do sócio de Serra, Rioli.



Mas o detalhe mais estranho ainda estava para vir. Em 15 de fevereiro de 1995, logo depois da intervenção do governo federal no Banespa, o interventor Altino da Cunha, designado por Pedro Malan para a tarefa, nomeou uma série de novos advogados para o banco, como demonstra a certidão que foi registrada no 17º Cartório de Notas de São Paulo. Logo depois disso, alguns advogados nomeados pelo interventor compareceram na 5ª Vara Civil do Fórum de Santo Amaro, zona Sul da capital paulista e retiraram todo o processo movido contra Ricardo Sérgio. Resultado: os documentos jamais apareceram, demonstrando queima de arquivo, isto é, de provas.



E, logo depois dessa operação que lavou US$ 3 milhões em setembro de 1992, Rioli liberou para a empresa de Ricardo Sérgio, a Calfat, um novo empréstimo de CR$ 3,5 bilhões (atualmente correspondente a cerca de R$ 1,7 milhões) sem que a empresa oferecesse qualquer tipo de garantia. No outro ano - segundo informações colhidas pela CPI do Banespa - Rioli continuou fazendo transações com Ricardo Sérgio para internar dinheiro do exterior.



Além dessas falcatruas citadas acima, Rioli é portador de uma longa ficha de assaltos aos cofres públicos. Em 1993 ele foi responsável por um rombo de US$ 14 milhões nos cofres da ex-estatal Cosipa, fato denunciado pelo HP na época. Mais tarde ele foi indicado pelo governo federal para participar de um dos principais esquemas que resultaram na cobrança de propinas: o programa de "desestatização", ou melhor, de doação de estatais. Esse é o sócio de Serra.



MARIN



Os laços de Rioli com Serra não se resumiam, como querem passar, à "amizade", à sociedade e às negociatas com Ricardo Sérgio. A CPI do Banespa descobriu que o empréstimo concedido pelo banco, em 1993, para o primo e ex-sócio de Serra, Gregório Marin Preciado, no valor de R$ 21 milhões foi autorizado por Rioli. O primo de Serra também usou das "benesses" parentescas e da atuação de Rioli para conseguir um perdão de, pelo menos, R$ 17,1 milhões dessa dívida que tinha com o Banespa em 13 de dezembro de 1999, período em que o Banco encontrava-se federalizado, isto é, sob o comando do governo federal através do Banco Central.



Gregório, que é casado com dona Vicência, prima de Serra, tem uma ligação muito estreita com o contra-parente, fato que lhe rendeu, ou melhor, lhes renderam vários milhões, tais como no caso Banco do Brasil - R$ 73,7 milhões - e três estatais de energia elétrica no Nordeste, sob a guarda de Ricardo Sérgio. Em virtude disso, Gregório havia sido convocado pela "CPI do Banespa" juntamente com o caixa de Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, para tentar explicar a redução de 81,4% de sua dívida. Diante do apavoramento generalizado que isso gerou no Planalto, deputados tucanos realizaram uma manobra na calada da noite para impedir que seus "colegas" fossem ouvidos. Outro detalhe que chama a atenção em todo essa transação é o fato do primo de Serra jamais ter se preocupado em quitar os seus débitos.



Por ser primo de Serra, Gregório também cultiva relações muito próximas com outros integrantes da cúpula tucana, recebendo-os em sua mansão de férias situada na badalada praia de Trancoso, em Porto Seguro, no sul da Bahia. Em sua "casinha", modestamente avaliada em R$ 1 milhão, e que ocupa um quarteirão inteiro de um centro histórico na beira do mar, não é difícil de se encontrar o filho de Fernando Henrique, Paulo Henrique Cardoso, o marqueteiro de Serra, Nizan Guanaes, o filho de Serra, Luciano, além, é claro, de dona Mônica, mulher do ministro da dengue.



BANDO



Nas redondezas, Gregório não é só conhecido pelos seus relacionamentos, mas, principalmente porque costuma se apresentar como "assessor da privatização da Coelba (empresa de distribuição de luz da Bahia)". Foi ele, juntamente com Ricardo Sérgio, que montou o grupo, encabeçado pela espanhola Iberdrola e que levou alguns milhões da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) para açambarcar a ex-estatal, assim como outras estatais de Pernambuco e Rio Grande do Norte.



Portanto, o leitor há de convir que o bando de Collor, enxotado pelos brasileiros por roubar e pela sua política econômica que depois foi implementada por Fernando Henrique, foi condenado por amealhar 1, 2, 3 milhões. Já o bando serro-fernandista não se ouviu falar, até agora, de algum esquema que não beirasse as dezenas de milhões. R$ 90 milhões na Telemar, US$ 15 milhões na Vale (conhecidos), R$ 73 milhões no Banco do Brasil, mais de 20 milhões no Banespa, milhões em Cayman, prédios luxuosos, fazendas gigantescas, etc. Sem contar, evidentemente, as negociatas das demais estatais de telecomunicações e de energia. Ou seja, essa gente, se é que podem ser chamados assim, depenaram o país e vêm roubando o país em quantidade oceânica.



ALESSANDRO RODRIGUES

sábado, 5 de junho de 2010

NÃO É DOSSIÊ, É LIVRO!

Não é dossiê, é livro:Os porões da privataria




5 de junho de 2010

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC.





Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.





Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…





Atrás da máxima “siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.





A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)





Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico(2).





O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.





A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.





O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.





O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.





Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.





Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.





Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.





De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.





Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”, conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenci





Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.





(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.





(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco. por Amaury Ribeiro Jr. Texto do www.viomundo.com.br - Luiz Carlos Azenha

Por: Helena ™ . 16:24:00 Enviar por E-mail

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pedro Yamaguchi Ferreira

É com pesar que recebemos a noticia que o corpo de Pedro Yamaguchi Ferreira, filho do deputado Paulo Teixeira, foi encontrado hoje (3), ao meio-dia (horário local), a cerca de 40 km de distância da cidade de São Gabriel


(AM). Uma embarcação do Exército fez a localização.



Pedro estava em São Gabriel da Cachoeira (AM) desde fevereiro deste ano atuando como advogado da Pastoral Indigenista na diocese daquela cidade.



Paulo Teixeira e sua família agradecem imensamente por todas as mensagens de apoio recebidas. Neste momento de tristeza e dor, todo

pensamento em prece é bem-vindo.





Informamos que a Missa de Corpo Presente de Pedro Yamaguchi Ferreira, que faleceu ontem em São Gabriel da Cachoeira (AM), será realizada dia 04/06/2010, na Catedral da Sé, em São Paulo.

Enterro dia 04/06, às 16h30, no Cemitério São Pedro, Vila Alpina, Av. Francisco Falconi, 847 - Vila Alpina - SP.







Pedro Yamaguchi Ferreira, nascido em 11/4/1983, filho de Luiz Paulo Teixeira Ferreira e de Alice Mieko Yamaguchi, e irmão de Ana Maria, Caio, Laís, Manuele e Júlia Yamaguchi Ferreira, faleceu na data de hoje

(3/6/2010) no município de São Gabriel da Cachoeira (AM). Graduado em

Direito pela PUC-SP no ano de 2007, Pedro atuou como advogado na

Pastoral Carcerária entre os anos de 2007 e 2010 e, em fevereiro deste

ano, passou a atuar na Pastoral Indigenista em São Gabriel da Cachoeira.
Simão Pedro e Família.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Opera Company of Philadelphia "Flash Brindisi" at Reading Terminal Marke...

PRESIDENTE LULA É INDICADO PELO SEN. MERCADANTE PARA O PRÊMIO NOBEL DA PAZ 2011

Para apoiar a campanha http://ven.to/7Xu
Para conhecer a petição encaminhada ao Comitê do Prêmio Nobel.: http://ven.to/7Xv #NobelProLula


31/05/2010


Petição ao Comitê Nobel Norueguês

AO COMITÊ NOBEL NORUEGUÊS PARA QUE O SR. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, seja agraciado com o prêmio nobel da paz de 2011



O presidente da República Federativa do Brasil, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, tem um longo histórico de luta incansável contra a fome e a pobreza, e pela democracia, a harmonia entre as nações e a criação de uma ordem mundial mais simétrica e justa.



Com efeito, tanto no plano nacional, quanto no plano internacional, as ações de Luiz Inácio Lula da Silva têm a marca inconfundível da busca pela paz e a justiça social. No Brasil, o seu governo teve êxito na luta contra a fome e na retirada da pobreza de cerca de 20 milhões de pessoas. Com isso, o Brasil antecipou em sete anos o cumprimento da Meta do Milênio de reduzir a pobreza extrema à metade. Além disso, em sua gestão combinou-se, de forma inédita na história brasileira, crescimento econômico com distribuição de renda. Graças a programas sociais bem-sucedidos, como o Bolsa Família, o incremento real do salário mínimo e o crédito facilitado para os segmentos mais pobres, milhões pessoas ascenderam à classe média, dinamizando um mercado de consumo de massa que foi fundamental para resistir à crise mundial.



Essa ação nacional foi emulada na área internacional. Por isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) o título de “Campeão Mundial na Luta Contra a Fome”.



Com esse prêmio, a ONU reconhece a liderança do presidente brasileiro na luta pela erradicação da fome e da pobreza no Brasil e no mundo, uma vez que, além da estratégia do Fome Zero e dos demais programas sociais nacionais, desenvolvidos pelo governo brasileiro, o País, sob a liderança de Lula, apóia as Nações Unidas na assistência técnica às nações da África, América Latina e Caribe, em programas de alimentação escolar e combate à desnutrição infantil. Outra grande parceria se dá no Haiti, onde o Brasil, que comanda a força de paz da ONU, trabalha na distribuição de alimentos para a população.



A atuação de Luiz Inácio Lula da Silva tem também a marca do seu compromisso férreo com a democracia e a solução negociada dos conflitos. Desde o tempo em que era líder sindical, Lula se bateu, no Brasil, pelas eleições diretas, pela liberdade de expressão e de opinião, pelo direito à reunião e por todas as liberdades e direitos que conformam uma verdadeira a democracia. Além disso, já na condição de presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva pautou seu governo pelo irrestrito respeito aos demais poderes e pela transparência no trato da coisa pública. Tal experiência política, construída mediante negociações incansáveis, foi de extrema valia para que o Brasil, sob sua gestão, contribuísse decisivamente para articular os interesses dos países em desenvolvimento em diversos foros mundiais. Foi assim, por exemplo, no G20 da OMC e no G20 resultante da ampliação do G8. A articulação desses interesses é de fundamental importância para tornar a ordem mundial mais plural e representativa, o que contribui para a distensão entre as nações e para a paz mundial.



Deve-se destacar também que, sob a liderança de Lula, o Brasil, país estratégico na luta contra o aquecimento global, apresentou proposta ousada e corajosa de redução voluntária de redução do desmatamento na Amazônia e de emissões de CO², na Conferência de Copenhague.



Por essa atuação destacada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já foi contemplado com vários prêmios conferidos por diversos órgãos de imprensa de prestígio internacional, como El País (Espanha) e Le Monde (França), além de ter conquistado título de Estadista do Ano (2009) do Foro Econômico Mundial de Davos, entre vários outros.



Recentemente, essa consistente trajetória pela justiça e pela paz foi coroada com o Memorando de Entendimento firmado entre o Brasil a Turquia e o Irã, para resolver a complexa e delicada questão do programa nuclear iraniano. Tal memorando representa um marco histórico de altíssima relevância para a causa da paz mundial, uma vez que os conflitos do Oriente Médio acabam por afetar toda a ordem internacional. Com efeito, essa tensão regional gera instabilidade mundial.



O mundo está cansado desse quadro imutável de violência e falta de perspectivas. Parece cada vez mais evidente que as grandes potências são incapazes de, isoladamente, encontrarem soluções consistentes que promovam a paz duradoura nessa região dilacerada e tensa. Por diversos motivos, a atuação desses grandes países no Oriente Médio vem, ao contrário, exacerbando os conflitos e dificultando negociações frutíferas.



O prosseguimento das negociações, com fundamento no referido acordo trilateral, poderá sepultar de vez a ameaça da expansão da nuclearização do Oriente Médio e fazer retornar o Irã, importante país da região, a um convívio pacífico e cooperativo com toda a comunidade internacional.



Embora as intenções impressas no referido Memorando possam não frutificar, é necessário enfatizar que o acordo alcançado pelo Brasil e a Turquia, dois países emergentes, demonstra que o surgimento de novos atores no cenário global abre perspectivas muito positivas para a solução de antigos conflitos que ameaçam a paz mundial. Ademais, a ação de novos protagonistas globais tende a tornar a ordem internacional mais simétrica, justa e aberta a negociações sobre todos os temas relevantes que afetam o planeta. Essa progressiva democratização da ordem global, suscitada pela emergência de países como o Brasil, entre outros, representa, do nosso ponto de vista, a principal esperança da humanidade num futuro de paz e prosperidade para todos. Portanto, independentemente do que venha a suceder com o acordo trilateral, deve-se reconhecer que ele marca uma promissora etapa da geopolítica mundial.



Sob nossa perspectiva, o Comitê Nobel Norueguês deveria estimular, com seu prestigioso prêmio, a ação pacifista e moderadora desses novos protagonistas mundiais, especialmente de um negociador da dimensão do presidente brasileiro, de modo a contribuir para conter a tendência de manter as grandes questões globais como oligopólio de poucas superpotências e uma ordem internacional ainda profundamente assimétrica e crescentemente tensa.



Assim sendo, por toda essa trajetória expressiva pela paz, a eliminação da pobreza e da fome, a defesa do meio ambiente e a solução negociada dos conflitos, sugerimos ao Comitê Nobel Norueguês que agracie os Sr. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, com o prêmio Nobel da Paz de 2011.



Senador Aloizio Mercadante